Por que parar a corrida abruptamente pode ser um erro, mesmo quando as pernas pedem descanso?

Todo corredor já sentiu aquela vontade imediata de parar de repente assim que cruza a linha de chegada ou completa o treino. Afinal, você suou e deu tudo de si. Por que continuar se mexendo então? 

Quando corremos, o corpo não está simplesmente “fazendo o seu trabalho”. Ele está em modo de alerta máximo. O coração dispara para bombear sangue e oxigênio para os músculos, a pressão arterial sobe e o metabolismo acelera para manter a energia fluindo.

Agora imagine que, desse estado de alta atividade, você simplesmente para de uma vez. Não é apenas uma sensação estranha, é uma mudança física radical, e que pode gerar efeitos reais no seu corpo.

Confira: 

Coração e circulação: o que acontece quando você para de repente

Durante a corrida, o coração está trabalhando duro para manter a circulação ativa. Se você corta essa atividade de forma abrupta, o sangue que estava em movimento pode começar a se acumular nas pernas, sem voltar adequadamente para o coração e cérebro.

Esse fenômeno não é apenas uma curiosidade. É uma das principais razões pelas quais corredores sentem tontura, fraqueza ou até podem desmaiar depois de uma parada repentina.

Segundo especialistas, tanto a frequência cardíaca quanto a pressão arterial precisam de tempo para voltar ao normal. Parar de uma vez pode causar uma queda brusca e, como resultado, o famoso “apagão” que ninguém quer passar.

Por que desacelerar antes de parar faz sentido?

A recomendação dos especialistas é simples: diminuir a velocidade gradualmente ao final da corrida ajuda o corpo a ajustar a circulação, a respiração e o ritmo cardíaco de forma controlada.

Essa transição dá tempo para que:

  • O coração desacelere com cuidado, sem quedas bruscas;
  • O retorno do sangue ao coração seja mais eficiente;
  • O seu corpo passe de “alta urgência” para descanso sem choque físico.

O que isso significa na prática?

Ao terminar uma corrida, em vez de parar de vez, tente:

  • Reduzir o ritmo para um trote leve por alguns minutos;
  • Caminhar mais um pouco até sentir o coração mais calmo;
  • Alongar gradualmente os músculos, aproveitando para respirar fundo.

Não é apenas um hábito de corredor veterano, é uma resposta do seu corpo dizendo para ir com calma. Ignorar esse processo pode não causar um desastre imediato, mas com o tempo pode resultar em desconfortos e uma recuperação pós-treino menos eficiente.

Conheça o nosso calendário completo e aproveite:

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Até a próxima!

Texto – Milena Campos

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